31 janeiro 2015

MARXA ALBORKES 2015

 
 
 
Tanhe a sarda xê da arêa
De xfregar nu avental
Apanhê sida câ fêa
Vou xpurtar pó Carnaval.
 
Á prigózes inliadêres
O ke têm fête á xótinha?
Só lá vão com compremides?
Má vale dár isse ó cão com tinha.
 
 
Arrebates pus artêlhes
Trolitadas pus kelhões
Pau pas costas ind'éra pôke
Sua camáda de ladrões.
 
Ózebêras arrombadas
 Em xkerssões ó bataclã
Á Kikas só se dá latadas
E as pikenas?
 Ficarem kus bêces c'mó ma remã.
 
Ingátes na desketeca, estalance no molhe norte
Kés imprêgue krida filha? Despe isse e faz-te à sorte.
 
Era assim k'acontecia ca códrilha do Xótinha
Tá tude xê de doenças só faltô a xcarlatina
 
Calcetêres despedides e impretêres na xparréla
Cabeçudes só amarrádes á pedra da Panela
 
Forem córnes amansades com notas nu avintal
Hoje já tão bem sarrades e us beçes delas c'mó panal.
  
Naftalina mata à traça
Aterdôa o Raul
Cazas, carres e tranêras,
tude págue com sáke azul
E kem viu?
 
O T' Zé e o Pépsse!
 
Má ninguém á ó!
 
 
Pó ane á mais seus kabras maxas!
Ninguém faz uma muzikinha ó prime meus amores?
Olhem ke mó criádes...
 
 


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