28 agosto 2012

CAMBRA KER VINDER LEGARES PRIVATIVES DOS XAMBRES


Xigámes ontem de vacanssas e atão não é ke já s'alembraram d'ôtra? É verdade à lés! Agora xe ke kerem vinder os legares da frente do mar, do Parke, da Praça, do terrêre, e tude e tude, e tude! 
Sé k'era bele! O legar à nha porta já é meu dendes do tempe do Alkapóne! Nunca ninguém me disse nada pe ter lá as cadêras a marcar o terráde, durante estes anes tôdes e agora o ké k'este pôve ker? Sapátes pa cara ind'era pôke!
O mê legar ninguém mu tira! Ó larilas! Já tanhe dirêtes do Campião, ó kié, disseme um dotôr impertante ké gentinha kenhecida ke há má de 10 anes me vem alegar o redexão, na últema semana d'Agôste.
Já fiz um inxente ó Rê do Xambres e ele diz ke não é nada com ele; Fiz um inxente ó Xótinha D'oire e xe ku melhor é ir falar ku Rê deste pôve. Eu ia, mas ele anda fegide, ninguém dá com ele. Nem a rainha sabe onde ele anda. Ôtras pessoas tão na mêma situação ka mim mas só lá kerem ir despois do v'rão e dos fescais irem de férias.
Se na me resolvem o preblema é à moda da d'Ávenida, aspéguiu tôde, e s'ele voltar ca palavra atrás leve-lhe um raminhe d'alfazemas kuande fizer anes e dô-lhe dois bêjinhes pa fazer as pazes. 
Sé k'era béle! Andam estes cangares a ganhar fertunas, têm cartões p'arremar o carre deles e das amantes e os tristes dos pobrezinhes se kizerem alegar um xambre tem ke mandar o pôve arremar os carres em Ófazêrão.
Vão ladrar pó Parcél! Seus tifes negrais! Olhem k'agora ninguém vetô neste pôve, alés! 
X'ta cão!  

22 agosto 2012

NOVA NEVELA DA TÊVÊI VAI SER GRAVADA NA PRAIA

Inspirada numa nevela brazilêra ke fala dum aldrabão ke rôba a su terra e fica rike, a  TÊVÊI, em clabração com tude kuante é gente impertante desta terra, decediu apestar na nossa terra impertante k'mó sol pá realização da nova nevela das 7 da manhã. Despois de munta deskessão a nevela já tem nome e xama-se Róke Trapacêre e é uma adaptação da xtória de Jorge Amáde (ti em segunde grau do k'apanhô a onda) de nome original Róke Santêre.
Tal côme no original esta xtória é inspirada em situações a deveras mas com adaptações a fazer de conta. Esta xtória conta a vida dum senhor k'erdô sete kintas mas kuande foi a dar por elas vistelas e kuande se viu kuma cazinha pobrezinha, um carre pobrezinhe e um impregue frakinhe decediu rombar o pôve da su terra natal e ficar rike, tude à conta dum sáke de 'smólas pós pobrezinhes.
O protóle entre a TÊVÊI na se fica por aki. P'além da nevela fizerem um contrate ka cambra pa vinte concertes do ceguinhe Jeremias e do Giló, persenagens cantadêres da nevela, a izebir. Esta medida deve-se ó facte d' haver necessidade de desviar as atenções pa lá pó sul preke o intretimente lá ó norte é akamáde., ó ponte de já s'andarem a trepessar uns nos ôtres. Assim, esta banda vai rivalizar com os mónhés ke tokem múzeca gravada. ku tonte da guitarra, kus pikênes k'amandam benécres leminózes pó ar e ku homem xtátua. 

O maior preblema é même o homem xtátua preke consegue imbezegar tude e tôdes ó ponte de meter tude ssegadinhe k'ma ele, no mê do pardão, sem dêxarem ninguém passar pa diante, nem os carres conseguem passar,  tal é o imbezegamente alés!
Esta é mais uma medida ke viza premever as boas prática dum pôve impertante c'mós brinkes duma rainha!
A kem tiver intressade a partecipar côme figurante pode se deslecar à Captania, na próssema sexta fêra, da parte da manhã, preke já ke não há fêra, assim pode-se trênar umas cégadas, pa kem já tem sódades de cégadas há-de ser bom.
Assim, a partir de sábade o céguinhe Jeremias e o Giló vão tar a tecar ó pé dos inssefláveis, à borliú, despois d'ávenida, às 10 da noite, pa kem tem azia é bom pa desmoer, e já agora tamém tokem marxas de carnaval. Prek'este pôve sem marxas na marxa.
Aprevêtem o reste do v'rão preke já xêra às festas e o xêre dos saloies é difrente dos palékes. 
Na se xtraguem mais ainda!

08 agosto 2012

CAMBRA CÓBRA IMPÔSTE A KEM NA DER UM SEPAPE PER DIA


A Cambra da nossa terra impertante dlibrô, tôdes juntes pa ficarem más kentinhes, ke kem na der um sepape a ninguém per dia tem de pagar um impôste, a pagar per multibanke, até ó fim dos mês, kó senão fikem sem a caza e carre e rôpa lavada e só pode andar de mota, às terças fêras, da parte da manhã. Inda ôve um intlegente ke s'alembrô de meter as cônjejes na jála mas depressa eskeceu-se a idéa kó senão inda guestavam e depois ninguém cumpria a lê e o kemer tamém tá care.
Esta medida viza premever o convívio entre deskenhecides, preke é uma vergonha uma terra com tanta gente e nem bom dia nem bô tarde. Uma pôca vergonha! Assim, tem de se báxar o léke e levar um recáde cas mãos. Uma das xcéções é ke na vale cumprir a lê em caza preke ó senão havia gente ke havera de ser tão zelôze ke cumpria a lê por excesse.
Kem na guestô nada desta medida foi a peliça e os dônes das tabernas ke já tão cansades de levar pus bêces. Mas é assim a vida. Tem de s'inventar manêras de se ganhar denhêre kó senão kem paga as fertunas k'este pôve ganha per mês? 
Côme não há regra sem xceção, kem tá fora desta medida são os manetas e tôdes os ke provem ke já têm os kêxes à banda. A prova tem de ser fêta cum rai xixe. Parece ke os rekrimentes a pedir izenção já são acamádes.
Cumpram a lê ma na se xatêm com ninguém,  có senão acabam c'mó ôtre ke foi bescar a faca pa kertar mertandela e despois foi dermir ó kintalinhe da sóvila.
Dêxem-se tar e na se xatêm com ninguém. Pa dermirem kietes e descansade k'mós anjinhes, prek' os da nossa cambra já na dormem ós mezes...

RABANA ANDA ÀRREBEKAR AS MENHÉS DOS XAMBRES PUS CABÊLES


Ó tempe ke na se via a rabana! Ó tempe! Mas voltô. É verdade à lés! A rabana já na bastava ter desaparcide, despois dos xinêzes darem conta d'acassar os cães e gates desta terra linda k'mó sol, k'agora voltô p'árrebecar, pus cabêles, as melhés dos xambres pós armazéns da cambra, pó lade do ilétecista da Pardanêra. Despois d'andarem todas tezas pe terem tude xê até ó natal, e d'andarem a comprar pranchas às pestações, forem todas arrebecadas e ajuntadas no armazém. 
Ó ke parece, o ke dizem as boas línguas (akelas lambedêras), vão todas pa um contentor pa serem vendidas c'mós viades. 
Parece k'esta é a próxima aposta da cambra pa xpertar uma xpécie k'abunda, em xcesse. Despois dos viades, agora são as xambristas e a seguir são as cabriolas ke pái andem cus palékes inkuante os homens tão a trabalhar nas xplanadas.
Kôme se pode ver na fetegrafia o negóce já tá em sélfe sérvisse. 
Assim imáges k'más ke tão in báxe vão ser difícéles de voltar a ver.
Mal impregáde!
Desta forma, e com grande pena do Rê dos Xambres, nunca más se vai óvir o refrão:
Há xambres
Há rumes
Há murres nos ólhes
Há sopa e tem rôpa
Há cuecas ós fólhes...

Parece ke já há um comprador, óriunde de Penalva do Castéle, intressade neste mágnifike predute e xe ke já ofreceu 40 oires o kile, mas pode-se xegar a 50 se for bem" negueciade" e su Rê Aldrabão peder meter ó bolse.

Á viva ke kóke dia é ele ke vai na rabana!
Na fui eu ke disse... Óvirem?



07 agosto 2012

MURY BUGY PA XAMBRISTAS S'INTRETEREM


Viste kus xambres tão todes alegades até ó Natal, as melhés dos xambres tinham d'incontrar um passatempe, p'além da cordelhice, de forma a ókepar o tempe livre.
Assim, forem à loja dos serfistas e comprarem umas pranchas de mury bugy, às pestações, p'andar àrrelar nas ondas. Esta nova medalidade tá a conseguir cativar akuaze todas as xambristas e aprevêtam, aquande da descarga dos potes de mije e xterke dos palékes no peção, p'ápanhar umas ondinhas, antes da hora d'ir à praça rombar alfaces pa kemer com batukes.
Falta saber s'esta atevidade vai continuar a manter-se d'inverne, ó se vão inventar ôtra coiza pa s'intreter. 
Côme no fim do v'rão vai tar tude rike, se calhar vão todas pó Havai apanhar ondas. Se forem já vão tarde... Comprem belhete só d'ida. Vá lá! Fáxavor!